Fundada em
1956 pela Agência Portuguesa de Revistas, empresa que entrou em insolvência em
1988, a 'Crónica Feminina' foi visita de casa durante muitos anos, até aparecer
a 'Maria' a roubar-lhe a cena. Acho que muito da decadência da 'Crónica
Feminina' se deveu a essa mudança de paradigma introduzida por revistas
estrangeiras, mas especialmente pela 'Maria', que trouxe temas fraturantes a uma
sociedade que começava a abrir-se na década de 1980.
Este
exemplar é mais tardio, de 2 de fevereiro de 1984, com Eládio Clímaco na capa.
Ler a 'Crónica Feminina' é fazer uma viagem ao passado. Abre-nos um sorriso
pela singularidade dos temas. A fotonovela, que tornou a revista famosa, e os
pequenos aniversariantes (pagava-se para aparecer na revista), os anúncios,
tudo nos remete para um Portugal muito diferente do atual.



